Liderados pelo presidente DÃaz-Canel e Raúl Castro, cubanos pediram o fim do bloqueio econômico e a retirada do paÃs da lista de Estados patrocinadores do terrorismo
A população cubana tomou as ruas do Malecón (beira-mar) da capital Havana, na última sexta-feira (20), em protesto pelo fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. O presidente de Cuba, Miguel DÃaz-Canel Bermúdez, e o general-de-exército Raúl Castro Ruz lideraram a marcha que também pediu a retirada do paÃs da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.
De acordo com o jornal cubano Granma, DÃaz-Canel acusou o atual presidente norte-americano, Joe Biden, de manter a hostilidade contra ilha assim como Donald Trump, que agora volta para a presidência.
Ainda segundo o presidente cubano, a manutenção de Cuba na sua listagem de paÃses promotores do terrorismo é arrogância, além de ser uma imoralidade sendo que vem justamente do paÃs que mais favorece ações violentas contra a ilha: o próprio Estados Unidos.
Defesa da Revolução
Uma das motivações da marcha é para que o presidente Biden, em fim de mandato, cumpra com a promessa de retirar o paÃs da lista de patrocinadores do terrorismo.
Ainda que não exista sinais nesse sentido, a grande passeata que reuniu mais de 500 mil pessoas (Cuba tem aproximadamente 11 milhões de habitantes) demonstra a união do povo na defesa da Revolução e do Socialismo.
O pedido, mais do que justo, pelo fim do bloqueio econômico e pela retirada do paÃs da lista é urgente para acabar com a asfixia que os EUA exerce contra a população cubana, sendo esta uma das ações coercitivas contra um Estado soberano mais longas e abrangentes da história.


Bloqueio
A coerção criminosa dos EUA contra Cuba tem se agravado ao longo das décadas. Entre as medidas impostas uma delas impede navios de outros paÃses de atracar nos EUA por certo perÃodo se passarem por Cuba. Além disso, produtos cubanos ou com matéria-prima da ilha são proibidos de entrar nos EUA, a não ser que tenham licença especÃfica.
Mas o que mais causa problemas para Cuba é o impedimento de acesso a dinheiro e financiamento externo. Os EUA utilizam sua influência e votos em organizações financeiras e de governança multilateral para dificultar o acesso do paÃs caribenho a estes meios como também impede a celebração de acordos bilaterais diretamente com outros paÃses. Estes preferem não se indispor com os norte-americanos para não sofrerem alguma retaliação comercial ou sanção similar aos cubanos em organismo internacionais.
Da mesma forma estar na infame lista de Estados patrocinadores do terrorismo impõem que pessoas e paÃses não tenham nenhum comércio com Cuba sob o risco de também sofrerem algum embargo.
Com sanções desde 1962 por meio de restrições comerciais e dificuldade de diálogo com outras nações por conta do governo do Tio Sam, Cuba tem sofrido o impacto na sua economia. Mas como foi demonstrado nas ruas de Havana nesta sexta, a defesa da Revolução Cubana permanece viva.
Veja um pouco das manifestações em Havana pela página Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba:
Fonte: Portal Vermelho
