Advogado é preso acusado de tentar matar policial civil em Teresina

Um advogado foi preso na noite deste sábado (14), em Teresina, acusado de tentar matar um policial civil com golpes de faca. O crime aconteceu na avenida Maranhão, nas proximidades do bairro Matinha, região central da capital.

De acordo com informações preliminares, o advogado teria discutido com o policial momentos antes da tentativa de homicídio. Durante a confusão, ele desferiu várias facadas contra a vítima, que precisou ser socorrida às pressas e encaminhada a um hospital. O estado de saúde do policial não foi divulgado.

A Polícia Militar foi acionada e conseguiu deter o advogado ainda no local do crime. Ele foi conduzido à Central de Flagrantes, onde prestou depoimento. Segundo fontes ligadas à investigação, o suspeito deverá responder por tentativa de homicídio.

A motivação do ataque ainda está sendo apurada. Testemunhas estão sendo ouvidas, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

DELEGADO EXPLICA O CASO

O delegado Barêtta, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, revelou em entrevista ao GP1 na manhã deste domingo (15) que o DHPP irá assumir as investigações da tentativa de assassinato envolvendo o advogado George Moreira Tajra Melo , acusado de esfaquear o policial civil Jorge Filho em um condomínio no bairro Cristo Rei, na zona sul de Teresina. O crime ocorreu na noite desse sábado (14) e o caso será investigado pelo DHPP após determinação do delegado-geral Luccy Keiko .

Barêtta comentou que não há dúvidas de que o advogado teve a vontade de matar o policial e comentou como foram os primeiros atendimentos feitos pela equipe do DHPP ainda no local do crime. "Pelas lesões, não há dúvida de que o agressor tinha consciência e vontade de matar o policial. Nosso plantão especial de atendimento a local de crime fez todos os procedimentos investigatórios preliminares, requisição de perícia e entrevista com testemunhas. O indivíduo fugiu do local, mas foi preso em flagrante e encaminhado para a central. O delegado-geral então determinou que o caso fosse transferido para o DHPP em caráter especial, porque tentativa de homicídio não é atribuição nossa, só homicídio consumado. Nós vamos receber o flagrante da central e assumir a investigação por inteira, porque aliás nós já assumimos desde o início no local do crime”, afirmou Barêtta.

Agressão contra a companheira

O delegado explicou que a ocorrência iniciou com um caso de violência doméstica envolvendo o advogado e a companheira, no apartamento do casal. As agressões foram interrompidas pela irmã da vítima, que ameaçou chamar a polícia, momento em que o agressor desceu, pegou seu carro e avançou contra o veículo da cunhada dentro do condomínio.

“No atendimento inicial os policiais já entrevistaram várias testemunhas oculares, que presenciaram desde o início do fato, quando ele começou a agressão dentro de casa. A companheira pediu socorro, então chegou uma cunhada dele [advogado] e ela falou que ia chamar a polícia. Nesse momento, em vez de parar, ele desceu, pegou o carro e bateu no carro da mulher para amassar o veículo dela, provocando vários danos”, disse o delegado.

Policial civil foi chamado para intervir

“Nesse momento o sindico do prédio desceu e encontrou o policial civil, que estava na área comum, e pediu para que ele intervisse nesse caso de violência doméstica. Durante esse acordo, em um momento de descuido do policial civil, ele [advogado] simplesmente pegou uma faca e o esfaqueou com três perfurações no pescoço”, revelou o delegado.

Agente passou por cirurgia no HUT

Barêtta também revelou que o estado de saúde do agente de polícia Jorge Filho é estável. “Segundo informações dos policiais que estiveram no HUT, ele passou por intervenção cirúrgica e está estável”, finalizou.


Fonte GPI

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