Homem-bomba Bolsonarista do STF esperava provocar “efeito dominó”, diz laudo

Policiais fazem perícia no corpo de Francisco Wanderley Luiz em frente do STF. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A perícia da Polícia Federal (PF) concluiu que Francisco Wanderley Luiz, que lançou artefatos em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF) e se matou em seguida, queria provocar um “efeito dominó” com a sua morte e desencadear uma “série de eventos”. A informação consta do laudo necroscópico elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF.

Os peritos destacaram a camisa que ele usava por baixo do terno verde, em referência ao personagem Coringa. A camisa exibia a imagem de um homem empurrando uma fila de peças de dominó.

Mensagem de WhatsApp extraída pela Polícia Federal mostra camisa usada por homem-bomba no ataque ao STF. Foto: Reprodução

Segundo a perícia, Francisco se enxergava como alguém “cujo papel seria servir como gatilho e, através da própria morte, deflagrar uma reação em cadeia”. “Ou seja, podemos interpretar na escolha dessa camisa a intenção de passar uma mensagem, a de que a vítima não considerava a própria morte como um ato isolado, mas sim dentro de um contexto e conectada a uma série de eventos futuros. Mais precisamente, desencadeando essa série de eventos”, escreveu os peritos.

O homem morreu por “traumatismo cranioencefálico” causado pela explosão. Segundo a reconstituição, Francisco segurou a bomba caseira contra a sua cabeça.

Fonte: DCM 

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