
Mercados estĂŁo sendo obrigados a colocar avisos para desmentir as fake news propagadas por bolsonaristas de que haverá escassez de arroz no paĂs e que Ă© necessário estocar o alimento apĂłs as enchentes no Rio Grande do Sul.
“Srs. clientes, nĂŁo vai faltar arroz. NĂŁo precisa estocar em suas casas”, diz o aviso na prateleira. A intenção das fake news Ă© criar pânico, e os mercados sĂŁo obrigados a limitar a compra para evitar que os clientes façam um armazenamento desnecessário.
Embora as enchentes possam resultar em perdas na safra de arroz no estado gaĂşcho, nĂŁo há evidĂŞncias de escassez do produto. O Rio Grande do Sul Ă© o maior produtor de arroz do paĂs, responsável por 70% do arroz consumido no Brasil.
Na última terça-feira (7), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), anunciou medidas para conter a escalada no preço do arroz. Segundo ele, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprará o produto já industrializado e empacotado no mercado internacional.
Fávaro detalhou que a primeira leva será de 200 mil toneladas de arroz descascado e ensacado, visando acelerar sua distribuição. A venda do alimento será realizada nas periferias e direcionada apenas a pequenos compradores, com o intuito de evitar prejuĂzos aos produtores gaĂşchos já impactados pelas chuvas.
Confira: